Blog da Ju


13/10/2008


Segunda-feira

Hoje é segunda-feira mais uma semana,bom ontem não postei pois não tenho pc ainda em casa,mas eu creio que um dia Deus vai preparar um pra mim,ontem levantei um pouquinho mais tarde,pois era domingo né,fui para o culto de jovens que foi uma benção,a palavra então, foi maravilhosa,depois cheguei em casa com uma dor de cabeça imensa,deitei um pouco,mas não consegui dormir,minha mãe estava sozinha pois meus sobrinhos estavam todos para a festa das crianças,tinha ensaio á tarde,os irmãos de São Mateus vinheram pra cá,mas eu não fui,pois a dor de cabeça não passou,fiquei em casa,logo depois meus sobrinhos chegaram e junto com eles minha irmã com minha sobrinha Kethelen,eu fiquei á tarde toda curtindo a minha sobrinha,depois deitei mais um pouco e dormi,mas tarde fui novamente pra igreja,e peguei uma chuva ao voltar...

Bom hoje vim trabalhar,como todos os dias,cheguei aqui a Hadassa já estava me esperando,foi um dia um pouco cansativo mas gostei do meu dia,andei um pouquinho,discansei um pouquinho,fiz um pouquinho de cada hoje,mas ainda tem uma semana inteira pela frente,ahhhhhhh tenho uma novidade talvez vou pra Vitória ao invés de ir pra Cristal,estou vendo isso até quarta-feira,até lá decido...

Em homenagem ao dia das crianças ontem...

Escrito por Juliana às 20h55
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11/10/2008


Hoje é sábado...

Hoje é sabado,que bom...meu dia está sendo ótimo,levantei um pouquinho atrazada hoje para trabalhar,cheguei minha patroa estava me esperando,mas tudo bem.

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado 

              Vinicius de Moraes

Escrito por Juliana às 17h45
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10/10/2008


Hoje é sexta feira,não tive nada de novidade ainda,mas ontem à noite...fiquei no meu serviço até mais tarde,tinha uma amiga de minha patroa aqui ,à Marcinha e ela resolveu fazer uma sopa,pois estava fazendo muito frio,então resolvi esperar para provar da sopa dela,fiquei até as 19:10hs aqui,ela começou fazer essa sopa era 15:20hs por ai e demorou a terminar,quando já estava pronta fiz meu prato e comi,estava uma delícia,valeu a pena esperar...

    Uhhmm que delícia...

 

Escrito por Juliana às 11h26
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09/10/2008


O choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã...

Hoje o meu dia já está sendo maravilhoso,ao contrário de ontem,logo de manhã recebo uma notícia ótima de que passei na prova que fiz para a faculdade,não é o máximo,uma prova que fiz sem esperanças de que passaria,sem estudar,sem nada,entreguei na mão de Deus,que se fosse da vontade Dele,então fizesse uma obra,e Ele fez,estou muito feliz por isso,a minha mãe saiu logo de manhã,para fazer alguns exames,estou muito preocupada com ela,mas também entreguei nas mãos do meu Senhor,sei que ele é firme e fiel para conosco.A minha patroa já está melhor,mas eu tive que ficar essa semana aqui pois ela precisa de mim,então talvez só vou viajar semana que vem...

Estou muito feliz hoje principalmente,porque hoje estou sentido que Deus está bem pertinho de mim,e nada nem ninguém vai tirar essa felicidade de mim.

Porque o choro pode durar uma noite,mas a alegria vem pela manhã...

Hoje estou rindo á toa...kkkk,e também muito feliz por minha amiga Eliane ter conseguido passar na prova também,porquanto fomos juntas fazer a prova,felicidades amiga...

Escrito por Juliana às 11h04
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08/10/2008


Dia triste

É realmente meu dia hoje não está sendo lá essas coisas,vim trabalhar e aconteceu aquele incidente na parte da manhã ao qual já comentei,mas alguma coisa a mais tinha que acontecer,minha patroa na hora do almoço,saiu para ir mercado comprar alguma coisa pra gente almoçar,mas antes de sair da frente de sua casa,caiu de sua moto com sua filha e foi parar no hospital,graças a Deus não aconteceu nada com asua filha,mas ela foi pro hospital com muitas dores,masj á recebi a notícia que está tudo bem,que ela está somente de observação...

A vida não é triste. Tem horas tristes.

Amar é...
sorrir por nada e ficar triste sem motivos
é sentir-se só no meio da multidão,
é o ciúme sem sentido,
o desejo de um carinho;
é abraçar com certeza e beijar com vontade,
é passear com a felicidade,
é ser feliz de verdade!

Escrito por Juliana às 16h23
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Hoje acordei um pouco indisposta,pois de madrugada não consegui dormir direito,pois ás 03:22 hs,meu celular tocou,era restrito e a pessoa que ligou não quis falar nada ,só ouviu minha voz,assim foi muitas vezes,até que começou a coxixar,falava que me admirava muito,que eu era muito bonita e blablabla...só que não tinha coragem de se identificar,pode???!ligar pra alguém de madrugada e ficar com gracinhas,mas acho que sei quem foi,só de pensar que tinha que acordar cedo hoje,e alguém me liga de madrugada pra atrapalhar meu sono,pra nada já da raiva,como gostaria que essa pessoa se identificasse,mas a mesma não teve coragem...

Ainda chego no meu serviço,a filha da minha patroa vem falar besteiras comigo,pronto,hoje estou vendo que não vou ter um bom dia...Espero que até mais tarde melhore meu dia.

Escrito por Juliana às 11h37
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07/10/2008


OI

Oi gente,estava um pouco sumida,pois era temporada de eleição,e a cidade estava uma bagunça e eu mais atarefada ainda,os dias 03,04 e05/10 foram os dias mais torturosos,e eu mais um ano tive que trabalhar,como mesária,numa escola próxima á minha casa,foi um dia daqueles,tive que aguenta tanta coisa,que só Deus...Ontem foi feriado aqui na minha cidade e hoje foi tudo normal,o melhor  de tudo isso é que eu tenho direito a 4 dias de folga,e vou viajar...

Hoje é terça-feira e eu estou trabalhando muuuuuuuuuuuuuuuuiiitoo...mas graças a Deus está tudo bem.

Escrito por Juliana às 18h00
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02/10/2008


Conhecendo um pouco de Conceição da Barra

NASCIDA DE UM BEIJO

Por trás de tanta simplicidade,
uma beleza que pode
ser encontrada em todos os recantos do município.

Esqueça os sapatos e o traje social. Troque tudo por um lugar ao sol e aproveite para conhecer pessoas de diferentes partes. Talvez seja essa a receita de Conceição da Barra, situada ao norte do Estado. Muitos são os adjetivos para a cidade que, segundo uma lenda, nasceu de um beijo ardente entre o mar e o rio Cricaré. A comprovação do beijo se dá ao final da Bugia, região que apesar dos desastres naturais ocorridos, com casas sendo levadas pelo mar, ainda guarda um encanto e garante o sustento de pescadores de siri e de variados peixes.
 

Se o sol estiver muito forte, sorria para ele. O calor só faz as pessoas se aproximarem mais e, quem vem de fora, é logo bem recebido pelos nativos, sempre tão hospitaleiros.A descoberta da receptividade transformou as ruas de Conceição da Barra, onde não há dificuldades para se encontrar hotéis e pousadas. Se não houver mais vagas, apele para o aluguel de uma casa, hábito local muito comum durante o verão.

Estabelecida a estadia, saia pelas ruas e perceba a beleza da cidade escondida por trás de tanta simplicidade.

Além da Bugia, existem também a Guaximdiba, o Pontal do Sul, Santana e Porto Grande, além do bairro Cohab. A vida é tranqüila e o tempo demora a passar. No cais do porto, às 17h30, o pôr-do-sol é maravilhoso e, de tão colorido, dá vontade de puxar uma rede e dormir ali mesmo na praça. A brisa proporciona mais conforto e o barulho das águas acalma qualquer inquietação.

Conceição da Barra é assim: uma cidade que conquista. É só passar pelas ruas, puxar uma conversa e lá se vai assunto para o resto do dia. No calçadão da praia, turistas se deliciam ao som de músicas que embalam o Carnaval. O mar de água morna e tom escuro pode ser perigoso para os desavisados, mas refresca o calor do sol que insiste em brilhar. Na orla, o Caranguejão é o point, servindo para encontros de diferentes tribos. Se houver algum acontecimento na praia, a referência é o Caranguejão. Na pracinha, a igrejinha de Nossa Senhora da Conceição abençoa o local e mostra a religiosidade do povo.

Pátria do folclore, Conceição da Barra traz o ticumbi na virada do ano, o alardo no dia de São Sebastião, o reis-de-boi no ciclo natalino e as pastorinhas no dia 6 de janeiro, além do jongo e sua louvação a São Benedito. Todas essas manifestações têm data certa e, na dúvida, pergunte a qualquer nativo. Eles sabem e têm orgulho de falar sobre o assunto. No Carnaval, Conceição da Barra se destaca pela grande quantidade de shows e de trios elétricos – uma tradição copiada da Bahia. Mesmo assim, o município virou referência nacional para os quatro dias de folia.

A vida local se dá ao ritmo das palmas, do pandeiro do ticumbi, na cantoria do alardo e no folclore que o reis-de-boi apresenta. Tudo com o humor e criatividade só lá encontrados. Os mais antigos não gostam da agitação dos trios elétricos e, por isso, preferem seguir atrás da banda Oliveira Filho, única atração antes da chegada da axé-music. No desfile pelas ruas de paralelepípedo e becos da cidade, a bandinha vai tocando marchinhas de carnaval, com tarol, bumbo, saxofone, trombone e outros instrumentos que deixam acesa a memória da nostalgia.

Durante a apresentação, é comum os homens se vestirem de mulher e as fantasias são planejadas com antecedência para que ninguém faça feio. Em Conceição da Barra tem também o bloco Pára-Rai, que atrai foliões de diversos pontos do país. Nas janelas das casas, há briga para se poder ver tamanha descontração. Público é o que não falta para o desfile e, antes da concentração, é comum parar em algum boteco para calibrar as energias. Na lista dos mais procurados estão o Maresia e Caximbau. Na rua Capitão Antero Faria, o Laboratório de seu Altair é uma parada obrigatória. Ir a Conceição da Barra e não experimentar uma das batidas lá fabricadas é como ir à Itália e não comer pizza. São 52 qualidades de cachaça e, delas, a mais pedida é a batida de maracujá. “O segredo das bebidas ele levou.
 

A saudade dos tempos da juventude impera na cabeça de dona Lealdina, que ainda não se acostumou com as mudanças de Conceição da Barra. “Tenho muita saudade de minha época. As festas religiosas eram cem por cento. As diversões eram mais sociais e havia mais respeito. Antes não era tudo tão embolado”. A mesma opinião é compartilhada por antigos moradores, aqueles que ainda colocam cadeiras nas calçadas ao final da tarde para observar o movimento das ruas. Anália Ferreira Lemos, de 87 anos, acompanhou as mudanças da cidade que nasceu de um beijo. Ela lembra das fartas pescas de siri na Bugia e da antiga Serraria do Pai João, local onde seu marido trabalhou. “Na cidade já teve trem. Ele passava carregado de madeira e ia até o porto. As crianças gostavam de pegar carona nos vagões. Era um divertimento”. Hoje a avenida por onde passou o trem, a Aloízio Feu Smiderle, permanece longa e tranqüila. Só os antigos se lembram do apito do trem.
 

O farol de Conceição da Barra voltou ao seu lugar depois de ser deslocado pela força do mar. Quem conheceu a cidade anteriormente fica assustado com os estragos causados pela natureza. Ao olhar para as casinhas de pescadores que estão próximas ao mar, fiquei me perguntando: será que elas irão resistir? O mar parece querer invadir porta adentro e, entre sua força e a pequena distância das casinhas, está a coragem de um povo que não tem para onde ir. Por isso, eles rezam e pedem que o mar não atravesse.
Itaúnas rima com dunas e fica a 20 minutos da sede de Conceição da
Barra, separada por uma estrada de terra. Berço do forró pé-de-serra e venerada pelos mais jovens, o local já virou point internacional. Não é difícil encontrar turistas pelas ruas e há até quem já trocou a terra natal pela vila. A francesa Evelyne Edith Gobira, depois de passear pelas dunas e apreciar o mar da região, resolveu comprar uma casa para desfrutar as belezas de Itaúnas. “Não modifiquei a característica da casa. Os nativos me pediram para deixá-la da mesma forma porque é o ponto de referência deles. A gente vem e vai embora e a simplicidade é que proporciona a energia dessa região”.
 

A vila foi crescendo ao sabor do turismo. Assim, há grande número de pousadas e de estabelecimentos comerciais que acompanham o horário biológico dos que vêm de fora (as lojas funcionam aproximadamente até às 21h30). A última pesquisa sobre o número de pousadas em Itaúnas enumerava 56 e, segundo Simone Raquel Batista Ferreira, a paulista dona da pousada Ticumbi, a maior parte dos turistas nacionais vem, além do próprio Espírito Santo, de Minas Gerais e de São Paulo.

Difícil é encontrar grande número de pessoas nas ruas durante a tarde. Provavelmente elas estão descansando porque a manhã foi de praia e a noite sempre será do forró. Pode-se dizer que o trio forró, praia e folclore formam o tripé de Itaúnas. Uma lenda conta que as dunas surgiram devido à ira de São Braz, que antes era o padroeiro da região. Depois que um padre trocou a devoção para São Sebastião, o santo protetor das doenças da garganta soprou uma tempestade de vento para cima da vila, soterrando-a. Foi um castigo que proporcionou uma das belezas do local e, até o início da década de 90, ainda era possível observar telhados de casas e a cruz da igreja misturados às montanhas de areia fina.

“Antes não havia ponte e a gente atravessava o rio de canoa. Antigamente, a diversão era rolar pelas dunas e cair no rio. Aliás, tomava-se mais banho de rio do que de mar, que era tido como muito perigoso e, na praia, não havia quiosques”, lembra empolgada a bancária Mônica Ferreira de Almeida, de 38 anos.

Comparações não faltam quanto às modificações em Itaúnas. A vida noturna não era só em torno do forró, existia um vídeo-bar em frente à pracinha da igreja, e jornalistas, hippies e intelectuais gostavam de desbravar a região. Durante essa época, o turista Irineu Goring estava presente. “Freqüento a vila há 23 anos porque gosto do sentimento de liberdade daqui, da energia das dunas e das origens do folclore”. À cena atual juntaram-se famílias inteiras, com pais passeando com os filhos. A fé em São Sebastião faz o povo andar pelas ruas, no dia 20 de janeiro, quando se homenageia o santo padroeiro e, por conseqüência, a cidade. Nessa data, várias manifestações folclóricas se apresentam em Itaúnas e seguir o ticumbi vira um passatempo. Um casal se perdeu do grupo folclórico e ficou prestando atenção ao barulho dos fogos de artifício, para localizar o grupo. Como brincadeira de gato e rato, foi só perguntar às crianças que logo o ticumbi foi encontrado. Ele estava apenas sendo recebido na casa de um dos nativos, onde se come e bebe com fartura.

Em frente à igreja de São Sebastião, uma multidão se aglomera para assistir às diferentes manifestações folclóricas. Muita gente sai correndo e tem medo dos bichos encontrados no teatro do reis-de-boi. Mesmo dona Guina da Conceição, de 52 anos, interrompe a entrevista devido ao susto que tomou com o lobisomem. “Brinco o reis-de-boi há 32 anos mas morro de medo dos bichos”, admite entre uma e outra gostosa risada. As apresentações folclóricas prosseguem e enchem os olhos de quem vem de fora. É tanta riqueza de expressão que não faltam fotógrafos, profissionais ou amadores, para registrar o momento.

Homens, mulheres e crianças, de diferentes idades, mostram o folclore e a devoção. Na torre da igreja de São Sebastião, mesmo a escada íngreme não assusta o público que procura um lugar na janela para ver a apresentação do reis-de-boi. Da localidade de Braço do Rio, Mário Horácio, de 13 anos, se diz orgulhoso da apresentação. “Estou aqui porque eu quero. Não foi minha mãe que me obrigou a participar do reis-de-boi”.
 

A vila, ao cair da noite, toma outras formas. As ruas são escuras e, como não há nenhum perigo de assalto, dá tempo de parar e olhar com calma para o céu estrelado. Se a noite for de lua cheia, as dunas viram um tapete para o lual. Itaúnas virou uma espécie de marca para os mais jovens. É aquela vontade de mostrar para outras pessoas o conhecimento da vila e, por isso, a intensa compra de artesanato. São bolsas, camisas, pulseiras e grande variedade de produtos que servem para divulgar as belezas naturais da pequena vila de pescadores. Os preços são um pouquinho fora dos padrões, mas nada que uma boa conversa não resolva. Os nativos sabem negociar.
 

Nascido e criado em Itaúnas, Mateus Santos, de 72 anos, observa o movimento dos turistas, sentado na esquina da igreja de São Benedito. Para ele, a “turistada” trouxe dinheiro para o local mas afastou um pouco o pessoal do interior. “Antigamente a festa de Itaúnas era muito boa porque só tinha o nosso povo, o povo da roça”, defende com um pouco de ciúmes. Na casa de seu Mateus, sua mulher, tia Aninha, conhecida benzedeira da vila, passa toda a energia positiva do local. O curioso é que ela só benze em dias de sol e dizem que é para não faltar luz no caminho de quem está sendo protegido. A reza de tia Aninha é conhecida dos turistas, já curou muitas pessoas e é respeitada pelos nativos.

Escrito por Juliana às 17h23
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